Terça-feira, 22 de Maio de 2007

Alucinação

Mundo solitário, obscuro e isolado
Mundo este, onde o meu espírito está situado
Alma abandonada, coração abnegado
O diabo diz-me ao ouvido que sou um mal-amado.
Ouço ao longe um chinfrim, para lá me dirijo mas o caminho parece não ter fim
Pelo caminho flashs vêm-me à mente deixando-me em completo frenesim,
Sinto-me estranho, contudo, o meu exterior mantém-se inalterável
Morrendo aos poucos interiormente, mas demonstrando sempre um estado imperturbável,
Jamais sensações são expelidas para o exterior
Sentimentos são controlados, frieza aumenta, coração cada vez mais supressor,
Coração este que alimenta um alter-ego opressor
Momentos são desfrutados sem se sentir o sabor.
Vagueio à procura da paixão que me liberte destas algemas
Incerto numero de equações ainda à procura de teoremas.
Sou um pensador, um orientador que anda perdido
Do paraíso vem o silêncio, do inferno um ruído,
Continuo por um sentido desconhecido, ainda meio combalido.
Estranha a serenidade que mantenho, no entanto é constante o sufoco
Sensações contraditórias, ideias entram em colisão,
Já não consigo mais distinguir a realidade da ilusão
Começo a fraquejar, sinto-me a desfalecer
Fecho os olhos e desisto de tentar perceber
Sinto-me agora a cair de um precipício
Enquanto desço, apenas 3 palavras pronuncio
Vejo um vulto e sou amparado num instante propício
Sinto alguém a elevar-me, olho e vejo…
É uma Deusa....